MPF aponta que agentes do PMDB intermediaram US$ 40 milhões em propina

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Os operadores financeiros do PMDB, Jorge Luz e Bruno Luz, alvos da 38ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada no Rio de Janeiro teriam intermediado o pagamento de US$ 40 milhões no período de 10 anos a agentes políticos, a maioria deles senadores, e diretores da Petrobras, segundo o MPF (Ministério Público Federal). Jorge e Bruno estão fora do país e são considerados foragidos da Polícia Federal.

De acordo com o MPF, os dois faziam o meio-de-campo entre quem queria pagar e quem queria receber propina envolvendo contratos com a Petrobras. Por isso, utilizavam contas no exterior, como na Suíça e nas Bahamas.

É bom lembrar que chefões do PMDB já foram citados na Lava Jato. No primeiro depoimento ao juiz federal Sérgio Moro como delator da Operação, o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, acusou o então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), atual líder do governo de Michel Temer no Senado, de envolvimento em irregularidades na contratação de navios-sonda da estatal.

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