Sérgio Moro diverge de Bolsonaro na liberação do posse de armas e enfrenta ofensiva do PT

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Ao aceitar o cargo de futuro ministro da Justiça e Segurança Pública, o juiz federal Sérgio Moro vai ter de se acostumar com divergências e com as ofensivas que partem da oposição. Em coletiva à imprensa nesta terça-feira, dia 6 de novembro, Moro defendeu a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos e mostrou preocupação com a flexibilização para a compra de armas. “Uma flexibilização excessiva pode levar armas a caírem nas mãos de organizações criminosas”, avaliou o juiz.

O problema é que Bolsonaro considera a liberação de armas uma bandeira de campanha. E aí, como se dará esse entendimento. Sérgio Moro diz acreditar em um “meio termo”.

Outra questão envolvendo o juiz federal é que a oposição não dará trégua a ele. O PT já entrou com uma representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra Moro, em que pede que ele seja impedido de assumir o cargo de Miinistro da Justiça no Governo Bolsonaro.
O partido argumenta que Moro não pode se exonerar do cargo de juiz, o que é necessário para que possa assumir o de ministro, enquanto responde a apurações disciplinares. O próprio PT questiona no Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em diferentes representações, a imparcialidade de Moro para julgar o ex-presidente Lula.

 

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