Lula sofre nova condenação em Curitiba. Defesa deve recorrer

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A juíza Gabriela Hardt, que substituiu Sérgio Moro na Justiça Federal de Curitiba, condenou o ex-presidente Lula a 12 anos e 11 meses de cadeia no caso do sítio de Atibaia, em São Paulo. A sentença está relacionada aos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A defesa do ex-presidente, que alega o fato de Lula não ser o proprietário do sítio, diz que irá recorrer a instâncias superiores.

Enquanto políticos de oposição a Lula comemoraram mais uma condenação do ex-presidente, que hoje continua recolhido na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba, aliados sustentam o discurso de perseguição política da Justiça. Para o PT, Lula é um preso político.

A defesa do ex-presidente continua apostando na possibilidade de uma decisão favorável do Supremo Tribunal Federal em rever a prisão imediata após condenação em segunda instância.

O presidente do STF, Dias Toffoli, marcou para 10 de abril o julgamento das ações que questionam a regra. Uma eventual revisão da jurisprudência poderia colocar Lula em liberdade. No entanto, o atual clima político não tem ajudado o ex-presidente. Os constantes revezes na Justiça põem em dúvida que Lula seja contemplado com algum benefício jurídico em tempo breve.

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