Governo reverte situação na Câmara e aprova regime de urgência para a reforma trabalhista

Foi necessário mudar o voto de apenas 24 deputados federais. O Governo Temer trabalhou bem nos bastidores. Na calada da noite da quarta-feira, dia 19 de abril, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 287 votos a 144, o regime de urgência para o projeto de lei da reforma trabalhista. Um dia antes, o mesmo requerimento havia sido rejeitado por falta de votos, o que foi considerado uma derrota para o governo.
Não deixou de ser uma articulação puxada pelo presidente da Casa, Rodrigo Maia, a exemplo do que já fazia o ex-presidente Eduardo Cunha. A oposição protestou contra a nova votação.
Com a aprovação do regime de urgência, são dispensadas algumas formalidades, o Governo quer diminuir as discussões e aprovar logo a matéria.
A reforma trabalhista, assim como a da Previdência, é defendida pelo governo como uma prioridade. Os críticos dizem que ela pode levar à perda de direitos dos trabalhadores.
O deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), relator da reforma trabalhista, quer aprovar ainda seu parecer na Comissão Especial da Câmara, depois no Plenário. Na sequência, a matéria segue para análise no Senado. A meta dos governistas é que a reforma trabalhista entre em vigor no fim de junho.
