Bolsonaro e Guedes vivem impasse de onde tirar recursos para financiar o novo Renda Brasil que virá para substituir o Bolsa Família
Os últimos dias têm sido de várias reuniões entre o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes. Os dois ainda não chegaram a um acordo quanto aos valores das duas últimas parcelas do auxílio emergencial em 2020 e do novo programa Renda Brasil, que virá a substituir o Bolsa Família. E o motivo é claro: de onde vão sair os recursos para bancar as despesas sem furar o teto de gastos do Governo Federal?
O ministro Paulo Guedes apresentou propostas de parcelas entre R$ 240 e R$ 270 para o programa Renda Brasil e para as duas últimas parcelas do auxílio emergencial, mas sempre condicionando à extinção de outros programas sociais. Bolsonaro quer que o valor chegue a R$ 300. Afinal, com o auxílio emergencial, os seus índices de popularidade subiram nos últimos meses, principalmente, nas classes mais pobres do Nordeste.
Paulo Guedes diz que o novo programa social do governo só será possível se as deduções do Imposto de Renda da pessoa física forem extintas. Ação que incidirá diretamente na classe média, que declara o Imposto de Renda. Os ministérios da Economia e da Cidadania também preveem a reformulação ou extinção de até 27 programas e benefícios da área social para criar o Renda Brasil, como é o caso do Farmácia Popular, que garante medicamentos gratuitos ou com desconto à população mais carente.
Nesta terça-feira, dia 25, Paulo Guedes não participou do evento de lançamento do Casa Verde e Amarela, que é o novo nome do Minha Casa, Minha Vida. A solenidade foi no Palácio do Planalto. O programa habitacional tem à frente o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, que defende o aumento dos gastos do Governo em infraestrutura.
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