Estratégia do governo Lula frente ao tarifaço de Trump será a negociação. Retaliar governo norte-americano só em último caso
Diante da nova onda de tarifas comerciais impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o aço e o alumínio brasileiros, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva traça uma estratégia que prioriza o diálogo e a via diplomática, embora não descarte a possibilidade de retaliação.
A abordagem definida pela administração Lula prevê uma atuação em duas frentes: de um lado, o Brasil envia sinais públicos de que tem meios legais para reagir e adotar contramedidas; de outro, trabalha para avaliar o real impacto das tarifas e manter canais de negociação com os Estados Unidos, com o objetivo de reabrir cotas para exportações de produtos siderúrgicos brasileiros.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que a tarifa de importação imposta pelos Estados Unidos ao Brasil na véspera é ruim, apesar de ter ficado no nível mínimo de 10%, e que os dois países terão uma nova rodada de negociações na próxima semana.
Em contrapartida, o presidente Lula investe em ações no evento O Brasil Dando a Volta por Cima, que visa melhorar as condições de vida do brasileiro. Entre as medidas estão a ampliação do programa Minha Casa, Minha Vida para famílias com renda de até R$ 12 mil, com financiamento de imóveis de até R$ 500 mil, prazo de até 420 meses e juros competitivos; a antecipação do pagamento do 13º salário para aposentados, pensionistas e beneficiários do INSS, com injeção de R$ 73 bilhões na economia entre abril e junho; e o lançamento da TV 3.0, com tecnologia de transmissão de última geração.
