Tarifaço de Trump pode provocar mais inflação e caos no comércio internacional. Brasil é taxado em 10%, mas Governo Lula já tem aval do Congresso para aplicar Lei da Reciprocidade

  • 03/04/2025

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, cumpriu nesta semana uma de suas promessas mais emblemáticas de campanha: ergueu uma muralha tarifária ao redor da economia americana. A nova política prevê tarifas de importação generalizadas, variando entre 10% e até 49% para determinados países. 

Nos Estados Unidos, os consumidores devem sentir no bolso a alta dos preços de produtos importados e de insumos industriais. Empresas, por sua vez, enfrentam um ambiente de incerteza corrosiva, dificultando investimentos, principalmente em manufatura, que o próprio governo pretende estimular.

A adoção unilateral de tarifas em escala histórica tende a provocar respostas igualmente agressivas. Economias rivais podem retaliar, agravando tensões e comprometendo o comércio global. A incerteza se espalha rapidamente pelos mercados: ações caem, investimentos são adiados e índices de confiança do consumidor já mostram forte retração.

As principais bolsas de valores da Europa vivem um dia de quedas generalizadas nesta quinta-feira, dia 3 de abril, repercutindo o anúncio das tarifas recíprocas que os Estados Unidos vão cobrar sobre vários países do mundo na véspera.

O Brasil terá produtos taxados em 10%. Ficou entre os países com taxas mais baixas, mas mesmo assim o tarifaço deve trazer prejuízos comerciais. Por isso, o Governo brasileiro se prepara para reagir em casos específicos. A Câmara dos Deputados e o Senador já aprovaram o projeto que permite ao Governo Lula retaliar países ou blocos que imponham barreiras comerciais a produtos do Brasil. É a chamada Lei da Reciprocidade.

Vale salientar que enquanto Lula lança a campanha “O Brasil é dos brasileiros”, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) decidiu apoiar as medidas de Trump, completamente contrárias aos interesses nacionais e afetando diretamente o setor produtivo brasileiro, os empregos e o desenvolvimento do país.