Eduardo Bolsonaro radicaliza discurso contra o Brasil e até aliados, mas cassação na Câmara por faltas só deve ficar para 2026

  • 25/07/2025

As ações do deputado federal Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos tem criado problemas econômicos para o Brasil, o que tem gerado irritação entre empresários e políticos, envolvendo inclusive os próprios aliados do bolsonarismo. A última do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi desautorizar senadores que foram ministros de seu pai a negociar o tarifaço e ainda voltar sua artilharia ao deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).

Uma comissão de senadores embarca nesta sexta-feira, dia 25 de julho, para os Estados Unidos, com a missão de tentar abrir um canal de negociações diretas em território americano sobre o tema. A viagem, no entanto, é vista com apreensão por diplomatas brasileiros e sofre boicote do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e do blogueiro Paulo Figueiredo.

A postura de Eduardo Bolsonaro é a de quem se acha um “substituto do Itamaraty” e a única pessoa autorizada a tratar da sobretaxa anunciada por Donald Trump, prevista para entrar em vigor em 1º de agosto. Na verdade, Eduardo tenta se credenciar como um pré-candidato à Presidência da República em 2026 pelo bolsonarismo, mas está se queimando entre os próprios aliados. A insatisfação é nítida entre representantes do agronegócio e do Centrão.

Apesar da atuação contra os interesses nacionais e estar em pleno exercício do mandato de deputado federal, Eduardo Bolsonaro continua nos EUA sem ser incomodado pelo comando da Câmara dos Deputados.

A Casa não deverá cassar o mandato de Eduardo Bolsonaro em 2025, mesmo que ele continue ausente de todas as sessões até o fim do ano sem apresentar justificativas. A verificação formal do comparecimento dos parlamentares acontece apenas a partir de 5 de março do ano seguinte. Assim, as ausências de 2025 só poderão ser computadas para fins de eventual cassação a partir de março de 2026, ou seja, em pleno ano eleitoral.