Enquanto Lula lança pacote de socorro a exportadores brasileiros, bolsonaristas continuam a buscar sanções nos EUA contra o Brasil. Programa Mais Médicos é o novo alvo
O bolsonarismo escala contra o País. Enquanto o presidente Lula, ao lado dos presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta, lançava um pacote de socorro a exportadores brasileiros prejudicados com a tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos, o filho de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro continuava em busca de sanções contra autoridades brasileiras junto ao governo de Donald Trump.
O último ataque foi contra o Programa Mais Médicos. O governo dos Estados Unidos anunciou a revogação de vistos de funcionários do Ministério da Saúde do Brasil que atuaram durante a implementação do programa. Foram atingidos pelas sanções Mozart Julio Tabosa Sales, secretário de Atenção Especializada à Saúde, e Alberto Kleiman, diretor da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) para a COP 30, ex-Assessor de Relações Internacionais do Ministério da Saúde e ex-diretor de Relações Externas da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). A decisão impede que eles entrem em território norte-americano.
Os bolsonaristas, que sempre atuaram contra o programa Mais Médicos, comemoraram a decisão do governo dos EUA de punir autoridades envolvidas com a concepção e execução do programa e consideram que as punições devem incluir a ex-presidente Dilma Rousseff, o atual ministro da Saúde, Alexandre Padilha e o ex-ministro Arthur Chioro.

