No retorno das atividades no Congresso, bolsonaristas pressionam por anistia e impeachment de Moraes. Propostas não devem entrar na pauta
A decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), de não levar adiante um eventual processo de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes enfraquece a principal ofensiva articulada por parlamentares bolsonaristas no retorno dos trabalhos legislativos, nesta terça-feira, dia 5 de agosto, após o recesso de julho.
Apesar do apelo da base bolsonarista por uma reação institucional, Alcolumbre já havia sinalizado anteriormente que não considera viável pautar um processo de impeachment contra ministros da Suprema Corte. Cabe ao presidente do Senado avaliar e decidir se dará seguimento a esse tipo de processo.
Outro ponto central da retomada dos trabalhos legislativos será a tentativa de retomar o debate sobre a chamada “anistia ampla, geral e irrestrita”, que incluiria não apenas os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro, mas também o próprio Jair Bolsonaro. O projeto, porém, perdeu força na Câmara após não receber o apoio do Centrão.
Com o fim do recesso parlamentar, senadores e deputados retomam os trabalhos legislativos com uma pauta extensa com itens considerados controversos. Entre as prioridades de votação, estão anistia aos condenados pelo 8 de janeiro, cassações de mandatos, isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil, taxação das bets e de títulos de investimentos isentos, além da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

