Cúpula militar descarta prisão de Bolsonaro em quartel e destino do ex-presidente pode ser a Penitenciária da Papuda
Nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF) cresce as discussões sobre o local mais adequado para eventual prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, caso seja condenado no julgamento que está em andamento. A possibilidade de mantê-lo em quartel militar já foi praticamente descartada, em decorrência dos riscos associados à formação de acampamentos golpistas, como os observados em 2022 próximo ao Quartel-General do Exército em Brasília. A palavra final será do ministro Alexandre de Moraes, que é o relator do processo.
Duas alternativas estão sendo cogitadas: uma cela especial na Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal ou uma sala reservada no Complexo Penitenciário da Papuda, também em Brasília. A sala preparada pela PF, modelo similar ao utilizado para o ex-presidente Lula em sua detenção em Curitiba, está pronta para uso e conta com estrutura individualizada, incluindo cama, mesa, TV e banheiro privativo.
Por sua vez, na Papuda, apesar da histórica superlotação e déficit de vagas, estima-se que Bolsonaro teria direito a uma sala especial, em linha com precedentes como o do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que chegou a ser acomodado separadamente antes de obter prisão domiciliar por questões de saúde.
Também não está descartada a manutenção da prisão domiciliar. No entanto, o desrespeito de Jair Bolsonaro a medidas cautelares impostas pelo STF diminuiu a possibilidade do ex-presidente ser beneficiado com a medida de prisão domiciliar.

