Após massacre no Rio, governadores de direita se unem em apoio a Cláudio Castro. Governo Lula defende trabalho integrado e aprovação da PEC da Segurança Pública no Congresso

  • 30/10/2025

A operação policial realizada no Rio de Janeiro, considerada a mais letal da história do país, reacendeu o discurso de políticos de direita e reorganizou a base conservadora. Nesta quinta-feira, dia 30 de outubro, governadores cotados para disputar a Presidência em 2026 contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (União Brasil), de Goiás, prometem ir ao Rio de Janeiro prestar solidariedade ao governador Cláudio Castro (PL). Eles manifestaram apoio à operação e aproveitaram o episódio para atacar o Governo Federal. Nas redes sociais, parlamentares bolsonaristas apostaram no desfile de corpos ensanguentados e a defesa de mais violência de forma indiscriminada nas comunidades como forma de enfrentar o narcotráfico.

O Governo Federal enviou uma equipe de ministros ao Rio de Janeiro para conversar com o governador Cláudio Castro. O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, anunciou a criação de um escritório emergencial de combate ao crime organizado. 

O presidente Lula defende uma atuação coordenada do Governo Federal com os estados para enfrentar o crime organizado, mas com ações inteligentes que venham realmente atingir o poderio financeiro das organizações. “Não podemos aceitar que o crime organizado continue destruindo famílias, oprimindo moradores e espalhando drogas e violência pelas cidades. Precisamos de um trabalho coordenado que atinja a espinha dorsal do tráfico sem colocar policiais, crianças e famílias inocentes em risco”, destacou Lula, que se mostrou assustado com a quantidade de pessoas mortas na chacina do Rio (121 segundo fontes oficiais).

A repercussão negativa em nível internacional do massacre nas comunidades do Rio de Janeiro jogou pressão no Congresso Nacional para a apreciação da PEC da Segurança Pública, enviada pelo presidente Lula desde abril passado. O Governo Federal defende a aprovação da proposta que vai garantir que as diferentes forças policiais atuem de maneira conjunta no enfrentamento às facções criminosas. Governadores bolsonaristas se posicionam contra a medida, inclusive, Cláudio Castro, do Rio de Janeiro.