China suspende compras de soja dos EUA e amplia mercado com Brasil. Trump cogita retaliação comercial contra chineses

  • 15/10/2025

A China interrompeu temporariamente a compra de soja dos Estados Unidos, movimento que tem fortalecido a posição do Brasil e da Argentina no comércio global do grão. Mesmo com os agricultores americanos oferecendo safras a preços competitivos, Pequim vem, nos últimos anos, reduzindo sua dependência dos produtores dos EUA e ampliando as importações de países sul-americanos.

O Brasil já exportou mais de 77 milhões de toneladas de soja para a China em 2025, consolidando-se como o principal fornecedor do produto para o gigante asiático. Agricultores americanos reconhecem que “a América do Sul interveio para dominar o mercado e deslocar os agricultores americanos”, segundo declaração da American Farm Bureau Federation.

Nos Estados Unidos, o cenário é de crescente pressão política. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, anunciou que o governo do presidente Donald Trump prepara um “apoio substancial aos nossos agricultores, especialmente aos produtores de soja”, em resposta à queda nas exportações. 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou a China de promover uma sabotagem econômica contra os agricultores norte-americanos ao interromper deliberadamente a compra de soja do país. 

Donald Trump classificou o ato como uma forma de hostilidade econômica e afirmou que a medida beneficia diretamente o agronegócio brasileiro, já que a China tem aumentado suas importações de soja e outros produtos agrícolas do Brasil. Trump afirmou ainda que seu governo avalia retaliações comerciais contra Pequim.