Bolsonaro admite que tentou violar tornozeleira eletrônica durante a madrugada. Ação justificou prisão preventiva
Um relatório da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal divulgado neste sábado, dia 22 de novembro, aponta que a tornozeleira de Jair Bolsonaro (PL) “possuía sinais claros e importantes de avaria”. Segundo o relatório, havia, no equipamento, “marcas de queimadura em toda sua circunferência, no local do encaixe/fechamento do case”. Este foi um dos principais motivos que justificam a prisão preventiva do ex-presidente em sala especial da Polícia Federal, em Brasília.
Conforme o documento, no momento da análise da situação, Bolsonaro foi questionado sobre qual instrumento havia utilizado na tornozeleira. O ex-presidente, então, disse que tinha utilizado um ferro de solda para tentar abrir o equipamento. Ao ser questionado por uma policial penal, Bolsonaro afirmou que começou a mexer no aparelho no fim da tarde de sexta.
A Secretaria de Administração Penitenciária anexou ao relatório um vídeo, onde o próprio ex-presidente confessa ter utilizado o ferro de solda.
O alarme da tornozeleira disparou às 0h07min. Imediatamente, a equipe que faz a segurança de Bolsonaro foi acionada pela Secretaria de Administração Penitenciária do governo do Distrito Federal, responsável pelo aparelho. A escolta, então, confirmou a violação e fez a troca à 1h09min.
Segundo os investigadores, o próprio ex-presidente reconheceu que utilizou o material de soldagem para violar o aparelho de monitoramento.

