Em meio a recuos do relator e manobras, Guilherme Derrite apresenta quarta versão do parecer do Projeto Antifacção, mas Hugo Motta cede a pressão e deixa votação para próxima semana
Sob pressão da base governista e da oposição, o relator do Projeto Antifacção, deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP), apresentou nesta quarta-feira, dia 12 de novembro, a quarta versão do parecer ao pacote de enfrentamento ao crime organizado enviado pelo Governo Federal. Ainda falta de consenso entre governo, oposição e governadores.
Apesar de o projeto estar pronto para votação em plenário, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), acatou pedido de adiamento feito pelos líderes partidários. A previsão agora é que a proposta seja votada na próxima semana.
Integrantes do governo Lula e parlamentares da base afirmam que o texto de Derrite ainda traz dispositivos que enfraquecem a PF e dificultam a política de descapitalização das facções. A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou que será necessário mais tempo para corrigir pontos “fundamentais”.
Além da pressão do governo, o adiamento ocorreu após governadores de oposição pedirem mais tempo para debater o texto. Chefes dos Executivos estaduais do Rio de Janeiro, Goiás, Minas Gerais, Distrito Federal e Santa Catarina defenderam que o projeto de Derrite precisa de aprimoramentos e solicitaram um prazo de até 30 dias para novas discussões.

