Por decisão unânime, STF mantém Bolsonaro preso. Agora, Tarcísio e Flávio intensificam a disputa para saber quem receberá o apoio para disputar Presidência em 2026
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, nesta segunda-feira, dia 24 de novembro, manter a decisão do ministro Alexandre de Moraes que decretou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia votaram para acompanhar o entendimento de Moraes. Bolsonaro está preso desde sábado passado, dia 22, e ocupa uma sala da Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
A manutenção da prisão preventiva de Jair Bolsonaro e o seu consequente cumprimento da pena de 27 anos e três de prisão em regime fechado (pelo menos inicialmente), aceleram o movimento do tabuleiro político para 2026. Na direita e extrema-direita, o interesse é definir quem será o candidato do grupo para concorrer com Lula no próximo ano.
E dois nomes se apresentam com mais força no momento: o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que tem o apoio da elite financeira, e o senador Flávio Bolsonaro, que aparece como defensor do legado da Família Bolsonaro no jogo político.
Flávio saiu politicamente chamuscado pela tentativa do pai de burlar a fiscalização judicial e também por ter convocado uma vigília para frente do condomínio onde Bolsonaro ainda cumpria prisão domiciliar.
Tarcísio de Freitas se manifestou solidário a Bolsonaro após ser levado preso preventivamente para a Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Mas silenciou após a divulgação do vídeo onde o próprio Jair Bolsonaro confessou ter tentado violar a tornozeleira eletrônica.
O desgaste político do bolsonarismo com a prisão do líder gera impacto na estratégia do grupo político. Há quem acredite que, com o início do cumprimento da pena de Bolsonaro na prisão, Tarcísio de Freitas tenha hoje mais chances de ser emplacado como candidato. E, buscando aos poucos, se desvencilhar da rejeição provocada pelos erros da Família Bolsonaro.

