Ministro Alexandre de Moraes emite nota, nega pressão sobre Banco Master e qualquer atuação do escritório da esposa na operação com Banco Central
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, reagiu com indignação às denúncias publicadas por O Globo e repercutidas em outros veículos, como o Estado de S. Paulo, sobre seus supostos contatos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e, sobretudo, sobre a relação contratual entre o Banco Master e o escritório de advocacia de sua família.
O ministro publicou duas notas em que afirma ter realizado apenas duas reuniões com o presidente do Banco Central, ambas em seu gabinete, para tratar exclusivamente dos efeitos da Lei Magnitsky, utilizada pelos Estados Unidos como instrumento de sanções econômicas.
Em uma das notas, Moraes sustenta que “em nenhuma das reuniões foi tratado qualquer assunto ou realizada qualquer pressão referente à aquisição do BRB pelo Banco Master”. O ministro vai além e nega de forma taxativa a existência de telefonemas: “inexistiu qualquer ligação telefônica entre ambos, para esse ou qualquer outro assunto”. Também afirma que jamais esteve no Banco Central e que o escritório de sua esposa não atuou na operação perante a instituição.
Alexandre de Moraes tem reclamado que as publicações têm atingido sua esposa, Viviane Barci, e seus três filhos, sócios do escritório contratado pelo Banco Master por R$ 3,6 milhões por mês. Segundo ele, sua atuação institucional no STF não possui qualquer interferência nos serviços prestados pelo escritório.

