Por insuficiência de votos, Câmara dos Deputados descumpre ordem do STF e mantém mandato de Carla Zambelli. Glauber Braga, do PSOL, é suspenso por seis meses
A Câmara dos Deputados decidiu, nesta quarta-feira, dia 10 de dezembro, manter o mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP) ao rejeitar, por insuficiência de votos, o pedido de cassação apresentado pela Mesa Diretora. A Câmara dos Deputados registrou 227 votos a favor da perda do mandato, 110 contra e 10 abstenções — eram necessários 257 votos para aprovação.
Com o resultado, a representação contra a parlamentar será arquivada, mesmo após sua condenação definitiva pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de reclusão pela participação nas invasões aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Zambelli está presa na Itália, depois de fugir do Brasil, e o STF aguarda a extradição.
A decisão do Plenário contrariou o parecer aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ), elaborado pelo deputado Claudio Cajado (PP-BA), que defendia a cassação por considerar inviável o exercício do cargo em regime fechado.
O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou na madrugada desta quinta-feira, dia 11, que ingressará com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar a decisão do plenário que rejeitou a cassação do mandato da deputada Carla Zambelli (PL-SP).
Já o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) comemorou a decisão da Câmara dos Deputados que rejeitou sua cassação e aprovou uma suspensão de seis meses. O processo contra o deputado se originou após um episódio em abril do ano passado, quando Glauber reagiu a provocações do integrante do MBL Gabriel Costenaro. Segundo o parlamentar, a agressão ocorreu após uma ofensa à sua mãe, internada na UTI na época.

