Prisão do presidente da Assembleia Legislativa do RJ pela Polícia Federal pode complicar situação do governador bolsonarista Cláudio Castro no TSE
A prisão do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), pela Polícia Federal embaralhou a situação política no Rio de Janeiro. Isto porque, Bacellar já foi o pré-candidato preferido do atual governador bolsonarista Cláudio Castro à sua sucessão. Castro quer concorrer ao Senado no Rio.
Agentes afirmam que Rodrigo Bacellar soube antecipadamente da operação que mirava o então deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Jóias, e adotou medidas para interferir no trabalho policial.
A PF descreve como o deputado teria alertado TH Jóias, orientando-o sobre a retirada de itens de interesse da apuração. Para os investigadores, essa conduta caracteriza uma “ação obstrutiva” e teria como objetivo subjacente preservar relações políticas com o Comando Vermelho, facção que exerce forte domínio territorial no estado.
A prisão do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro preocupa o governador Cláudio Castro (PL) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Bacellar e Castro são acusados de um esquema fraudulento no Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj) para compra de votos.
Ambos foram denunciados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. No julgamento no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), a vitória da dupla foi apertada, por apenas um voto. Agora, no TSE, a situação de Bacellar e Castro pode se complicar. Nos bastidores, já há uma previsão de que o TSE pode cassar os dois.

