STF encerra julgamentos da tentativa de golpe e mira emendas, crime organizado e filhos de Bolsonaro para 2026

  • 09/12/2025

O Supremo Tribunal Federal (STF) se prepara para redirecionar sua agenda após concluir, nesta semana, o julgamento do último núcleo da trama golpista. O STF deve migrar para uma nova etapa de análises e processos que envolvem desde suspeitas de desvios de emendas parlamentares até investigações relacionadas ao crime organizado no Rio de Janeiro.

Embora a Corte avance para temas distintos, permanecem na pauta desdobramentos do caso que envolveu Jair Bolsonaro (PL) e que podem atingir seus filhos, já investigados em frentes diferentes.

O primeiro grande julgamento de 2026 foi marcado para o fim de fevereiro: a ação penal sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL), que terá como réus o ex-deputado Chiquinho Brazão, o conselheiro do TCE-RJ Domingos Brazão, o ex-chefe da Polícia Civil Rivaldo Barbosa e outros dois acusados. Todos negam envolvimento no crime. A análise já estava pronta desde junho, mas aguardava a conclusão dos julgamentos dos quatro núcleos da trama golpista pela Primeira Turma do STF, entre eles o que condenou Bolsonaro.

Outro processo pronto para julgamento envolve suspeitas de “comercialização” de emendas parlamentares. São réus os deputados Josimar Maranhãozinho (MA) e Pastor Gil (MA), além do suplente Bosco Costa (SE), todos do PL. Eles negam irregularidades. O relator, ministro Cristiano Zanin, já solicitou a inclusão do caso na pauta da Primeira Turma, o que deve ocorrer apenas no próximo ano. Trata-se da ação mais avançada no STF sobre desvios de emendas, embora outras investigações sigam em curso sob sigilo e já tenham levado a operações da Polícia Federal.