EUA chamam Maduro de narcoterrorista no Conselho da ONU. China e Rússia criticam ataque, enquanto ex-presidente da Venezuela se declara inocente das acusações de narcotráfico

  • 05/01/2026

A Rússia e a China, aliados do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, condenaram nesta segunda-feira, dia 5 de janeiro, o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na captura de Maduro durante o final de semana, durante reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU.

Por outro lado, os EUA se defenderam das críticas ao chamar Maduro de “fugitivo da Justiça” e falar em “operação para o cumprimento da lei”. Já a Venezuela pediu que o Conselho de Segurança da ONU garanta que o governo Trump não se apodere de seus recursos naturais. No discurso inicial, a vice-secretária-geral da ONU disse que a instituição está “preocupada que a operação não respeitou as regras do direito internacional”.


O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, se declarou inocente diante da Justiça dos Estados Unidos e alegou ser um “prisioneiro de guerra” do governo Trump. “Eu sou inocente. Eu sou um homem decente. Eu sou um presidente”, declarou Maduro, que disse ainda ser presidente da Venezuela. Capturado pelos Estados Unidos no sábado, dia 3, em Caracas, o venezuelano declarou inocência em todos os quatro crimes aos que responde na Justiça norte-americana. São eles: Narcoterrorismo; Conspiração para o tráfico de cocaína; Posse de armas e explosivos;
Conspiração para a posse de armas e explosivos.