Defesa de Lulinha diz que vai prestar informações bancárias ao STF, independente de quebra de sigilo. Na CPMI do INSS, bancada do PT vai pedir anulação de sessão alegando fraude na votação

  • 27/02/2026

Em meio ao início da campanha eleitoral para a Presidência da República, a oposição no Congresso tenta dividendos ao atingir o presidente Lula (PT), através do filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A CPMI do INSS aprovou um requerimento nesta quinta-feira, dia 26 de fevereiro, que pede a quebra do sigilo bancário de Lulinha em meio a uma sessão marcada por tumulto e acusações de irregularidades na condução da votação. A bancada do PT alega fraude na condução da votação pelo presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG). A acusação é de manipulação no resultado da votação. O recurso será analisado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Mas antes mesmo da análise do pedido na CPMI, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), já tinha autorizado em janeiro a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemáticos de Lulinha. A justificativa são menções ao filho do presidente Lula encontradas pela PF nas mensagens de Antônio Carlos Camilo Antunes. Conhecido como “Careca do INSS”, Antunes é apontado como um dos principais operadores do esquema de descontos indevidos na instituição. 

 O advogado de Fábio Luís Lula da Silva declarou ao ministro André Mendonça, do STF, que a quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático do empresário foi “desnecessária” e que ele está disposto a apresentar espontaneamente os documentos solicitados pela investigação. Lulinha pretende fornecer voluntariamente ao STF os documentos que forem requisitados.