Relatório da Polícia Federal contra deputado Júnior Mano pode interferir em vaga apontada pelo PSB ao Senado

  • 14/03/2026

A escolha dos candidatos ao Senado na chapa governista ainda continua indefinida. Mas os acontecimentos políticos vão contribuindo para que nomes até aqui lançados ampliem ou diminuam as chances no tabuleiro. No PSB, o nome do deputado federal Júnior Mano, que tem o nome apoiado pelo atual senador Cid Gomes, sofreu um “baque” com o relatório da Polícia Federal enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), no final de janeiro deste ano, que revela um suposto esquema de negociação de emendas parlamentares, fraudes a licitações de prefeituras e financiamentos ilegais de campanhas eleitorais no Ceará.

De acordo com a conclusão da PF, o grupo seria liderado pelo ex-prefeito de Choró, Bebeto Queiroz, foragido há mais de um ano, e pelo deputado federal Júnior Mano. Bebeto seria o responsável por intermediar a destinação das emendas parlamentares do deputado Júnior Mano para prefeituras alinhadas ao grupo, com uma taxa que variava entre 12 e 15% do recurso.

A defesa de Júnior Mano declara que “as conclusões do relatório final são exageradas, genéricas e sem provas. Júnior Mano não é ordenador de despesas, não participou de licitações e, portanto, não tem como controlar a aplicação final de recursos federais. O deputado reafirma, com firmeza, que não cometeu qualquer irregularidade”.

Diante das apurações da PF cresce a pressão sobre o senador Cid Gomes (PSB) para que ele seja candidato à reeleição, o que até agora vinha sendo descartado por ele. Na própria base aliada do governador Elmano de Freitas, há quem avalie que Cid Gomes deveria ser um dos dois nomes na chapa governista ao Senado.