Vazamento de ajuste fiscal de Flávio Bolsonaro agrada Faria Lima, mas é rejeitado nas redes sociais. Diante da má reação, pré-candidato do PL diz se tratar de “fake news”

  • 23/04/2026

Após reportagem da Folha de S. Paulo que revelou um plano de ajuste fiscal da equipe do pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro, a reação nas redes sociais não foram das melhores. A equipe econômica do bolsonarista emitiu sinais ao mercado financeiro e a setores empresariais de que pretende implementar um plano inicial de ajuste equivalente a dois pontos percentuais do PIB, com medidas como limitar reajustes de aposentadorias e despesas sociais à inflação. Para a Faria Lima, o sinal foi positivo, mas nas redes sociais a desaprovação fez o filho de Jair Bolsonaro desmentir a ideia e chamar a informação de “fake news”.

Entre as medidas restritivas propostas pela equipe de Flávio Bolsonaro estão a desvinculação de gastos com saúde e educação e a separação entre a política de valorização do salário mínimo e os reajustes da Previdência e do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Flávio planeja reajustar aposentadorias e despesas com saúde e educação só pela inflação. Equipe que elabora plano não fala abertamente sobre medidas por temor de ataques do PT. A divulgação do plano econômico chegou a ser adiada. O pré-candidato diz que pode privatizar 95% das estatais.

As ações propostas devem prejudicar os assalariados e a classe mais pobre da população. Temendo um efeito devastador em um período ainda de pré-campanha eleitoral, Flávio Bolsonaro desmente a informação para o eleitorado mas sinaliza ao mercado financeiro que pretende implementar uma política de cortes sociais, caso seja eleito presidente da República.

O ensaio, no entanto, revela um problema central para candidaturas alinhadas ao receituário neoliberal, que é a dificuldade de sustentar publicamente propostas de ajuste fiscal mais agressivas.