Defesa de Jair Bolsonaro joga responsabilidade por vídeo de IA sobre Flávio e eleva pressão no TSE para que puna candidato bolsonarista
A estratégia jurídica adotada pela defesa de Jair Bolsonaro para responder ao polêmico vídeo com Inteligência Artificial (IA) exibido na convenção nacional do Partido Liberal (PL) isolou politicamente a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Ao protocolar uma manifestação oficial perante o Supremo Tribunal Federal (STF), os advogados do ex-presidente negaram categoricamente que ele tenha autorizado o uso de sua imagem e voz clonadas por IA. A resposta blinda Jair Bolsonaro de um eventual pedido de regressão de regime para a prisão fechada, mas empurra toda a responsabilidade jurídica e o risco de cassação para o “filho zero um” e para a cúpula do PL.
O episódio gerou uma onda de indignação nos bastidores do Poder Judiciário. Ministros do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciaram uma forte pressão interna sobre o ministro Kassio Nunes Marques, atual presidente do TSE e relator da ação movida pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
Magistrados cobram que Nunes Marques aplique rigorosamente as resoluções da Corte sobre o uso ilícito de deepfakes em campanhas e aplique uma punição exemplar ao candidato bolsonarista.

