Empresários temem que politização com Flávio Bolsonaro complique tarifas com Governo Trump
Empresários brasileiros que participam da audiência pública do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) nesta segunda-feira, dia 6 de julho, e nesta terça-feira, dia 7, estão preocupados. O receio é que os discursos de Flávio Bolsonaro (PL) e do jornalista bolsonarista Paulo Figueiredo politizem o debate e dificultem a reversão das tarifas contra o Brasil. Ambos estão inscritos no evento, que reúne mais de 80 participantes.
Embora Flávio Bolsonaro planeje defender a derrubada das taxas, o formato do encontro gera apreensão. Os técnicos do USTR podem fazer perguntas diretas e improvisadas aos participantes. O setor privado teme respostas imprevisíveis que possam azedar o diálogo com o governo de Donald Trump.
O cenário é considerado altamente sensível devido ao ano eleitoral no Brasil e ao ambiente político polarizado. Além disso, embora o USTR formule pareceres técnicos, a palavra final sobre a aplicação das tarifas é exclusivamente do presidente Donald Trump.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, já enviou uma carta formal ao USTR contestando a nova sobretaxa proposta de 12,5% sobre os produtos brasileiros. Esta é a segunda punição sugerida pelos EUA com base na Seção 301 da Lei de Comércio. A alegação americana é que o Brasil e outros 60 países falharam no combate à circulação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.

