Governo Lula descarta concessões e vê acordo com EUA travar antes de anúncio sobre tarifaço

  • 14/07/2026

O governo brasileiro avalia como quase inexistente a possibilidade de um acordo com os Estados Unidos antes desta quarta-feira, dia 15 de julho, data limite para o anúncio de novas sobretaxas sobre produtos nacionais. Brasília mantém a posição de não ceder em temas considerados estratégicos, como o Pix e o etanol, rejeitando as conclusões da investigação americana baseada na Seção 301 como injustas.

A ameaça de novas tarifas decorre de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, o USTR, com base na Seção 301 da Lei de Comércio americana. O órgão concluiu que o Brasil adotaria práticas consideradas discriminatórias ou desarrazoadas nas relações comerciais com os Estados Unidos.

A recomendação apresentada pelo USTR prevê uma sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, embora o relatório americano inclua uma extensa relação de mercadorias que poderiam ficar fora da nova taxação.

“A expectativa de um acordo é quase nenhuma, ou nenhuma mesmo, seja por conta do prazo ou do que apontam os Estados Unidos, pontos sobre os quais não haverá concessões hoje ou amanhã por esse governo”, afirmou o ministro Márcio Elias Rosa, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.