Sem Michelle no palanque por internação, PL lança Flávio Bolsonaro à Presidência e confirma ex-primeira-dama ao Senado pelo DF

  • 03/08/2026

A tão aguardada foto de união política entre o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência da República, e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro precisou ser adiada. Durante a convenção do Partido Liberal (PL) no Distrito Federal, o partido oficializou a candidatura de Michelle ao Senado Federal pelo DF, mas o evento foi marcado pela ausência física da candidata, que passou o fim de semana internada em um hospital particular na capital federal.

Michelle Bolsonaro deu entrada no Hospital DF Star após sofrer com dores crônicas que já se estendiam por mais de 16 dias. Diagnosticada com cefaleia refratária, ela precisou ser sedada e submetida a um procedimento de bloqueio anestésico dos nervos cranianos.Embora tenha recebido alta médica, Michelle permaneceu em repouso em sua residência devido aos efeitos da forte medicação e ao inchaço na região dos olhos, o que a impossibilitou de discursar presencialmente no Parque da Cidade.

Para afastar rumores de novos atritos e oficializar sua entrada na disputa, Michelle foi representada no evento por seu irmão, Diego Torres, que foi anunciado como seu primeiro suplente. Ele fez a leitura de uma carta enviada pela ex-primeira-dama. No texto, ela confirmou sua candidatura ao Senado em uma chapa “puro-sangue” ao lado da deputada federal Bia Kicis (PL) e declarou apoio explícito à postulação de Flávio Bolsonaro ao Planalto. “Meu corpo precisou parar, mas o meu compromisso com vocês não parou”, afirmou Michelle na mensagem lida pelo irmão. Ela também usou as redes sociais para agradecer publicamente ao enteado e aos dirigentes da legenda pelo suporte.

No palco da convenção, Flávio Bolsonaro minimizou o desfalque presencial e usou seu tempo de fala para desejar uma rápida recuperação à madrasta. O presidenciável garantiu que a família acompanha o tratamento de perto e previu que ela estará de volta “firme e forte” muito em breve para reforçar os palanques da direita.O aceno público sela o armistício da dupla. Em junho, ambos protagonizaram um forte desentendimento público envolvendo os rumos do partido no Ceará. A pacificação interna vinha sendo costurada pelo presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e pela senadora Damares Alves, que viam a união familiar como ponto crucial para dar segurança aos partidos aliados e consolidar a chapa majoritária no Distrito Federal.