Caso Isabelle Caracristi: Governador Elmano de Freitas determina “máxima celeridade e rigor” da SSPDS na investigação de universitária morta na Aldeota
O governador do Ceará, Elmano de Freitas, cobrou publicamente celeridade e rigor máximo nas investigações sobre a morte da estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos. A jovem foi encontrada sem vida no pátio do condomínio La Piazza, no bairro Aldeota, em Fortaleza, no último domingo, dia 13 de setembro. O chefe do Executivo estadual manifestou solidariedade aos familiares e garantiu que a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) mantém equipes mobilizadas desde o início das ocorrências para esclarecer as circunstâncias do caso.
A apuração do caso está centralizada na 2ª Delegacia de Polícia Civil da Capital. Os primeiros passos da força de segurança focam na coleta de evidências técnicas e testemunhais. Profissionais periciais realizaram os levantamentos iniciais no pátio do condomínio logo após o encontro do corpo. A expectativa principal gira em torno do laudo cadavérico, considerado o documento crucial pelas autoridades para apontar cientificamente a causa exata da morte. O documento pode levar até 30 dias para ser inteiramente concluído.
Investigadores buscam mapear os últimos passos de Isabelle. De acordo com relatos de familiares e publicações da mãe da vítima nas redes sociais, a universitária havia passado a residir há pouco tempo no apartamento do namorado. Parentes afirmaram à polícia que tentaram contato telefônico e por redes sociais com o companheiro da jovem logo após o ocorrido, mas relataram terem sido bloqueados.
A Polícia Civil trabalha colhendo o depoimento de testemunhas, vizinhos e pessoas ligadas ao convívio da estudante. A morte da estudante gerou forte repercussão em Fortaleza. A mãe da jovem, Isorlanda Caracristi, que é professora universitária, utilizou as redes sociais para cobrar respostas imediatas sobre o que aconteceu com a filha. Comissões vinculadas à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-CE) também se manifestaram publicamente, solicitando que a apuração siga protocolos rigorosos de gênero e que evite estereótipos.

