Ceará lidera queda de homicídios no País e registra o mês menos violento desde 2009 com recuo histórico de 61,2% nos assassinatos em agosto

  • 03/09/2026

O Ceará alcançou uma marca histórica na segurança pública ao consolidar a maior redução proporcional de mortes violentas do Brasil. De acordo com dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o mês de agosto registrou apenas 109 Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), que englobam homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte.

O número representa o menor índice mensal registrado em todo o território cearense desde 2009, ano em que se iniciou a atual metodologia de compilação dos dados estatísticos. Na comparação com agosto do ano anterior, quando foram contabilizados 281 assassinatos, a retração foi de 61,2%. A queda na criminalidade não ficou restrita aos crimes contra a vida: os Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs), que abrangem roubos e furtos, também despencaram 60,1% no mesmo período comparativo.

O movimento de retração dos índices de violência foi capitaneado principalmente pelos centros urbanos mais densos. No acumulado de janeiro a agosto, os resultados apontam transformações profundas na dinâmica criminal de regiões historicamente sensíveis.

A Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) registrou a maior queda proporcional do estado, despencando 67,7% no acumulado do ano (de 545 casos para 176). Isolando apenas o mês de agosto, o recuo na RMF atingiu 74,4%. Fortaleza apresentou uma diminuição de 63,2% nos primeiros oito meses do ano, caindo de 524 ocorrências para 193. Em agosto, a queda foi de 68,8%. As regiões do interior do Estado também acompanharam a tendência favorável, obtendo uma redução de 21,1% no acumulado do ano e de 48% no mês de agosto.

Em coletiva realizada no Centro Integrado de Segurança Pública (Cisp), o Governo Estadual atribuiu a expressiva melhora dos indicadores a um conjunto de ações estruturais focadas no combate às organizações criminosas. Entre os pilares apontados pelas autoridades estão o aumento contínuo do efetivo policial, a ampliação do aparato de inteligência da Polícia Civil e a aplicação rigorosa da nova legislação estadual antifacção.