Campanha de Lula busca reverter abstenções, destacar ameaças de Flávio Bolsonaro a programas sociais e convoca “puxadores de votos” para guerra nas redes sociais
Para garantir a vitória no segundo turno das eleições presidenciais, a campanha de reeleição do presidente Lula (PT) foca na redução do índice de abstenção, que atingiu o recorde de 21,08% no primeiro turno, a maior taxa desde 1998. A avaliação interna do PT é de que o espaço para conquistar os votos de candidatos derrotados é limitado, tornando o engajamento dos 33,4 milhões de eleitores que faltaram às urnas a prioridade máxima.
A equipe de Lula identificou altos índices de ausência nas periferias das grandes cidades do Sudeste e do Sul, incluindo a região metropolitana de São Paulo, áreas que historicamente votam no PT. Na Região Nordeste, considerada o motor de uma possível consolidação da vitória, a estratégia será focar na comunicação de riscos: apresentar Flávio Bolsonaro (PL) como uma ameaça à soberania nacional e à continuidade dos programas sociais.
Nesta quarta-feira, dia 7 de outubro, Lula realiza reuniões com os parlamentares de esquerda mais votados para redefinir a atuação digital. O encontro conta com as deputadas Erika Hilton (PSOL-SP), Sâmia Bomfim (PSOL-SP) e Ana Elisa (PT-MG).
A campanha de Lula também os campeões de voto da esquerda para uma reunião em Brasília, na quinta-feira, dia 8, com o objetivo de definir uma estratégia conjunta para as redes sociais durante o segundo turno das eleições.
Aos 21 anos, Ana Elisa foi a petista mais votada do país para o Legislativo, somando 524 mil votos em Minas Gerais. Após criticar publicamente a comunicação do governo no primeiro turno, ela foi convidada a colaborar. Com mais de 2 milhões de seguidores no Instagram, a deputada alertou para a necessidade urgente de modernizar a linguagem nas redes sociais.

