Lula intensifica agenda nas periferias para defender tributar os ricos em resposta à crise política. Presidente assume comando do Mercosul na quinta-feira
Em meio à maior crise política de seu terceiro mandato e com os olhos voltados para a disputa presidencial de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu adotar um tom mais combativo e concentrar esforços na retomada do vínculo direto com as camadas populares. A nova orientação do Planalto envolve a presença mais frequente de Lula em periferias urbanas, com foco em medidas que favoreçam a população de baixa renda.
A intensificação das agendas populares ocorre após sucessivos desgastes com o Congresso Nacional, como a recente derrota imposta ao governo com a derrubada do decreto que elevava o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). A queda da medida fragilizou a articulação política do governo e expôs a fragilidade da coalizão em torno do Palácio do Planalto.
Assessores próximos ao presidente admitem que o movimento tem clara motivação eleitoral. A frase “colocar o pobre no Orçamento e o rico no Imposto de Renda” voltou ao centro da retórica petista e, segundo pesquisas internas, encontra eco favorável entre a população.
A nova fase da estratégia será intensificada nesta semana, com a presença de Lula em Salvador para participar da festa da Independência da Bahia, uma das mais importantes do calendário popular do estado. Na quinta-feira, dia 3 de julho, Lula desembarca em Buenos Aires, na Argentina, para a 66ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, ocasião em que o Brasil receberá da Argentina a presidência do bloco até o primeiro semestre de 2026.

