Donald Trump ataca PIX no Brasil, enquanto Lula recupera popularidade no embate com os EUA
Uma nova ofensiva dos Estados Unidos contra o Brasil foi anunciada nesta terça-feira, dia 15 de julho, com a abertura formal de uma investigação sob a chamada “Seção 301” da Lei de Comércio norte-americana de 1974. A decisão foi divulgada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, sob ordens diretas do presidente Donald Trump.
A iniciativa é mais um exemplo da agressiva política protecionista da Casa Branca, agora voltada contra o Brasil, baseada em alegações sem fundamento e motivações geopolíticas. O documento norte-americano alega que o Brasil adota políticas “discriminatórias” e “injustificáveis” em áreas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas, propriedade intelectual e até meio ambiente. Especialistas e autoridades brasileiras já apontam que a medida tem caráter político e econômico, especialmente para tentar barrar o avanço do Pix, sistema de pagamentos instantâneos que revoluciona o mercado financeiro brasileiro e ameaça diretamente o oligopólio de empresas norte-americanas como Visa e Mastercard no país.
Enquanto isso, o presidente Lula (PT) vê a recuperação da sua popularidade no embate com Donald Trump. A mais recente pesquisa Genial/Quaest revela um movimento significativo na opinião pública brasileira: o governo Lula apresentou recuperação de popularidade entre maio e julho deste ano, especialmente entre setores tradicionalmente mais críticos ao presidente. A aprovação do governo subiu de 40% para 43% (+3 pontos), enquanto a desaprovação caiu de 57% para 53% (-4 pontos), reduzindo o saldo negativo de -17 para -10 pontos percentuais. A melhora foi especialmente acentuada no Sudeste, onde a diferença negativa caiu de -32 para -16 pontos.
Segundo o levantamento, 66% da população tomaram conhecimento da carta enviada por Trump a Lula e 79% acreditam que as tarifas impostas prejudicarão suas vidas. Além disso, 72% avaliam que o presidente dos EUA errou ao justificar as taxas com base em uma suposta perseguição a Jair Bolsonaro (PL).

