Megaoperação da PF, Receita Federal e Ministério Público em oito estados desarticula fraudes de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro. “É a maior da história contra o crime organizado”, diz Lewandowski

  • 28/08/2025

A megaoperação Carbono Oculto deflagrada por órgãos federais, nesta quinta-feira, dia 28 de agosto, não se limitará a empresários, distribuidoras de combustíveis e operadores financeiros: a apuração também deve alcançar políticos no comando de partidos. A operação integra um esforço conjunto da Polícia Federal, Ministério Público de São Paulo, Receita Federal e Gaeco para desmantelar um esquema de lavagem de dinheiro estimado em R$ 140 bilhões, ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). As autoridades cumpriram mais de 400 mandados judiciais em ao menos oito estados, incluindo prisões, buscas e bloqueio de R$ 3,2 bilhões em bens. Seis pessoas já estão presas. A operação mobilizou 1.400 agentes federais e abrangeu mais de 350 alvos em oito estados brasileiros.

O esquema criminoso teria se infiltrado em toda a cadeia de combustíveis, da importação à distribuição nos postos, e usado fintechs e fundos de investimento para lavar os recursos. O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, classificou a ofensiva como “a maior da história contra o crime organizado” no país.

A megaoperação teve como um dos principais alvos a Avenida Faria Lima, em São Paulo, um dos centros financeiros mais importantes do país. Ao todo, 42 dos 350 alvos da operação foram concentrados nesta área, conhecida por abrigar grandes empresas, fintechs e fundos de investimentos. A Receita Federal estima que, só em São Paulo, a sonegação fiscal gerada pelo grupo chegou a R$ 7,6 bilhões.