Em meio à pressão do bolsonarismo por anistia geral, apenas 10% dos presos pela tentativa de golpe em Brasília continuam detidos. Maioria já foi liberada
O discurso do bolsonarismo por anistia “ampla e irrestrita” já está muito claro que tem o único objetivo de tentar livrar o ex-presidente Jair Bolsonaro da cadeia. O que não vai acontecer, segundo o STF. E a prova disso é que apenas 141 dos 1.400 manifestantes que foram presos em 8 de janeiro de 2023, em Brasília, continuam detidos até hoje. O número representa cerca de 10% do total de envolvidos nos atos golpistas que terminaram na depredação da praça dos Três Poderes. Ou seja, muitos dos envolvidos na tentativa de golpe já foram beneficiados em acordos com a Justiça.
Dos 141 presos, 112 já foram condenados e estão cumprindo pena. Os outros 29 estão presos preventivamente, isto é, sem terem sido condenados ainda. Há ainda 44 pessoas presas em regime domiciliar enquanto aguardam o fim de seu julgamento. Os dados são oficiais do Supremo Tribunal Federal.
Dois anos após os atos, já há mais pessoas que terminaram de cumprir pena do que pessoas presas. Segundo o Supremo, 131 processos já foram extintos após o fim das penas. O STF já condenou ao menos 638 pessoas. Destas, 279 foram punidas por crimes considerados mais graves, como a depredação do patrimônio tombado, e 359 por crimes menos graves, como os de incitação ao crime e de associação criminosa. Dados foram consolidados até agosto deste ano.

