Sanção dos EUA a mulher de Moraes irrita ministros do STF e barra qualquer acordo para redução de penas dos golpistas em PEC que tramita na Câmara dos Deputados
A sanção imposta pelos Estados Unidos a mulher de Alexandre de Moraes e autoridades do governo Lula, como o ministro da Advocacia Geral da União, Jorge Messias, e também juízes auxiliares e assessores de Moraes, que perderam o visto, barrou qualquer acordo para aprovação de uma PEC que envolva redução de penas para os golpistas do 8 de janeiro.
A esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, foi punida pelo governo dos Estados Unidos por meio da Lei Magnitsky. Agora, o casal pode enfrentar dificuldades para acessar uma série de serviços financeiros e tecnológicos, uma vez que o próprio ministro também foi incluído na lista que pune estrangeiros.
Ministros do STF demonstraram irritação com a nova sanção imposta por Donald Trump e a tentativa de interferência no Poder Judiciário brasileiro. A radicalização do braço do bolsonarismo baseado nos Estados Unidos, representado por Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, desmontou o acordo intermediado pelo ex-presidente Michel Temer e o relator do PL da Dosimetria, Paulinho da Força, para trocar a anistia “ampla e restrita” por uma revisão das penas, incluindo a do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes teriam topado discutir a redução de penas. Diante das novas sanções e das manifestações populares do último domingo contra as PECs da Blindagem e da Anistia, o STF está fora de qualquer negociação quanto a buscar a “desometria” das penas. Pelo menos, este é o clima político do momento retratado pelos analistas políticos em Brasília.

