Em operação eleitoreira, governadores de direita se unem em defesa da chacina no Rio de Janeiro e tentam formar bloco sem Governo Federal. E a PEC da Segurança?
Governadores alinhados à direita se reuniram no Rio de Janeiro, nesta quinta-feira, dia 30 de outubro, para demonstrar apoio ao governador Cláudio Castro e discutir a criação de um “consórcio da paz”, voltado à integração de políticas de segurança pública. A iniciativa ocorre em meio à repercussão negativa da operação policial que deixou mais de 100 mortos no estado, alvo de duras críticas de organizações de direitos humanos em nível internacional.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, tem pretensão de sair candidato ao Senado e, com a operação letal nas comunidades da Penha e do Alemão, acabou conseguindo uma plataforma de campanha para a disputa eleitoral no próximo ano.
Em relação aos governadores de direita, a meta é trazer o tema da segurança pública para o debate nacional em 2026. O interessante é que os governadores Jorginho Mello (PL-SC), Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Eduardo Riedel (PSDB-MS) e Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) são contra a PEC da Segurança Pública, que defende a união de forças para o combate ao narcotráfico, e que está no Congresso desde abril passado. Querem o Governo Federal distante para não dar crédito às ações de Lula. No entanto, gostam de “bradar aos quatro cantos” que a União é omissa.
Nesta sexta-feira, dia 31 de outubro, o colunista do G1, Octávio Guedes, denuncia a falta de compromisso do bolsonarismo em enfrentar quem ganha realmente com o crime organizado no País. Deputados do PL que aplaudiram a firmeza da polícia na megaoperação que deixou mais de 120 mortos no Rio de Janeiro, votaram contra a urgência para apertar o cerco a criminosos do colarinho branco, os tubarões da sonegação. Ao todo, 50 deputados votaram contra a urgência do projeto que combate empresários que sonegam bilhões de reais em impostos. Deste total, 35 são do partido do governador Cláudio Castro (PL).

