Lula avalia convite para “Conselho de Paz” sobre Gaza proposto por Trump. Presidente dos EUA aumenta pressão para anexar Groelândia
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda não tomou uma decisão sobre o convite para que o Brasil integre um conselho internacional voltado à busca de uma solução para a guerra na Faixa de Gaza. A avaliação envolve uma série de critérios políticos e diplomáticos, que incluem desde os objetivos concretos do grupo até os impactos financeiros e estratégicos de uma eventual participação brasileira.
A proposta do chamado “Conselho de Paz” foi anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como parte da segunda fase de um plano apoiado por Washington para encerrar a guerra em Gaza. A discussão sobre a adesão do Brasil ocorre em um contexto de posições públicas firmes do presidente Lula sobre o conflito. Em discursos no país e no exterior, o chefe do Executivo acusou o governo do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, de praticar atos de genocídio contra o povo palestino.
Enquanto isso, cresce a pressão dos EUA para anexar a Groelândia. No fim de semana, Donald Trump afirmou que chegou o momento de afastar o que classificou como uma “ameaça russa” na Groenlândia e garantiu que essa ação será concretizada. A declaração reforça a escalada de tensões diplomáticas envolvendo o território autônomo ligado à Dinamarca e reacende o debate sobre a presença militar e estratégica no Ártico.
Trump tem insistido publicamente na ideia de incorporar a Groenlândia ao território dos Estados Unidos, apesar da resistência explícita dos líderes dinamarqueses e groenlandeses. Autoridades locais já afirmaram que a ilha não está à venda e que não deseja se tornar parte do território norte-americano.
Donald Trump prometeu implementar uma série de tarifas progressivas contra aliados europeus, condicionando o recuo dessas medidas à permissão para que os Estados Unidos adquiram a Groenlândia. A retórica amplia o atrito com parceiros históricos e gera preocupação entre governos europeus.

