Racha político entre Michelle, Nikolas e filhos de Bolsonaro expõe disputa por poder em 2026 e amplia tensão no PL

  • 24/02/2026

A campanha eleitoral para 2026 não começou oficialmente, mas as articulações partidárias geram conflitos internos e atingem a extrema-direita. O avanço da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto tem sido acompanhado por uma escalada de conflitos dentro do próprio clã e do entorno bolsonarista. O racha político envolve a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o deputado federal Nikolas Ferreira e os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro, principalmente, Eduardo, que continua nos EUA.

Recentemente, Eduardo criticou a falta de comprometimento de Michelle e Nikolas na pré-campanha do irmão Flávio Bolsonaro. “Eu, pelo menos, não vi nenhum apoio da Michelle, nenhum post a favor do Flávio. Ela compartilha o Nikolas a toda hora. Nikolas e Michelle estão jogando o mesmo jogo. Você vê um lado a lado, compartilha o outro e se apoia na rede social. Estão com amnésia, talvez, não sei por qual motivo”, afirmou. Michelle respondeu com ironia. Publicou nas redes sociais uma imagem de bananinhas fritas, dizendo que levaria o alimento ao marido na Papudinha.

A tensão também alcança a cúpula partidária. Após visita ao pai na prisão, o filho Carlos Bolsonaro afirmou que o ex-presidente prepara “uma lista de pré-candidatos ao Senado, aos governos e a outras participações políticas igualmente relevantes”.

A declaração provocou reação do presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Em entrevista ao Poder360, ele delimitou competências internas: “Debatemos tudo, mas o Senado é o Bolsonaro que indica. Sempre foi. Nós indicamos os governadores. Todos nós damos palpites em tudo. É normal. Sempre ouvimos nossos parceiros”.

Em Santa Catarina, por exemplo, Michelle Bolsonaro atuou para viabilizar a candidatura da deputada Caroline de Toni (PL) ao Senado, movimento que contrariou o PP do senador Esperidião Amin, que busca a reeleição. O PL já lançou no estado a pré-candidatura de Carlos Bolsonaro ao Senado.