Governistas avaliam que prisão do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa vai levar à detenção de Ibaneis Rocha e complica vida de Flávio Bolsonaro

  • 17/04/2026

A prisão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master, pode atingir diretamente figuras centrais do bolsonarismo, segundo avaliação do deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ). O caso representa um ponto de inflexão nas investigações sobre supostos esquemas financeiros envolvendo aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Vai levar à prisão do Ibaneis, de muitos aliados do Flávio Bolsonaro e vai complicar a vida do próprio Flávio Bolsonaro”, afirmou.

Paulo Henrique Costa, enquanto presidente do BRB, teria sido responsável por autorizar operações consideradas irregulares, incluindo um empréstimo de R$ 6 milhões ligado à aquisição de um imóvel de alto valor por Flávio Bolsonaro.

O escândalo também envolve o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, a quem o BRB estava vinculado politicamente. Quando o Banco Central decidiu impedir a compra do Banco Master pelo BRB, Ibaneis teria atribuído responsabilidade ao PT e ao PSB. “O que ficou provado hoje é que o presidente do BRB do Ibaneis, com muitos outros apadrinhados, é acusado de ter suborno de 140 milhões”, disse Lindbergh Farias.

Desde que escapou de ser preso em novembro, na primeira fase da operação Compliance Zero, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, se recolheu em seu apartamento no edifício de luxo no bairro Noroeste da capital federal, onde foi detido nesta quinta-feira, dia 16 de abril, e levado para a Penitenciária da Papuda, por receber propina e por participar da organização criminosa montada por Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.

Alvo das investigações e um dos principais personagens do escândalo Master, o ex-dirigente do banco do governo do Distrito Federal tinha sido aconselhado a fazer uma delação premiada à Polícia Federal, antes que o seu depoimento perdesse valor para os investigadores diante da perspectiva de análise do material apreendido na segunda fase da operação, em 14 de janeiro.