Governistas cobram instalação de CPI do Master no Senado após denúncia de acordo de Alcolumbre e bolsonaristas para barrar investigação e rejeitar Jorge Messias no STF

  • 05/05/2026

Após a rejeição histórica da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), o líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), defende a instalação de CPIs no Senado e na Câmara para investigar o caso do Banco Master. A pauta é defendida pelos governistas após denúncia de um acordo entre o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com o Centrão e os bolsonaristas para barrar o nome de Messias no STF e qualquer avanço nas investigações sobre o Banco Master no Congresso. “Temos que fazer gestos para mostrar para o Brasil que não houve um grande acordão para abafar a investigação do Banco Master”, afirmou Paulo Pimenta.

Lula estuda um outro nome a ser indicado para o STF ainda este ano e orientou o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, e o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, a manter as pontes com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e a não esticar a corda nesse momento. A ideia é não travar pautas importantes para o Governo em tramitação no Senado.

Valdemar Costa Neto, presidente do PL, afirmou em entrevistas recentes que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, propôs um acordo para barrar a instalação da CPI do Banco Master. Segundo Valdemar, o pacto envolveria a aprovação de pautas de interesse da oposição, especificamente a dosimetria de penas dos envolvidos nos atos de 8 de janeiro, em troca de engavetar a investigação. Alcolumbre nega o acordo.