Sargento Reginauro toma posse no Senado após licença de Eduardo Girão. Novo fica sem candidato ao governo no Ceará após desistência de Pedro Brito
O deputado estadual Sargento Reginauro (PSDB) tomou posse temporária como senador da República nesta terça-feira, dia 11 de agosto, assumindo a cadeira do Ceará no Congresso Nacional. A mudança ocorre devido à licença de 121 dias aprovada pelo plenário do Senado para o titular, Eduardo Girão (Novo), que se afastou do cargo para disputar as eleições de 2026 como candidato a vice-presidente da República na chapa pura encabeçada pelo ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).
Bombeiro militar, professor e mestre em Educação, Reginauro é o primeiro suplente da chapa eleita em 2018 e exercerá o mandato em Brasília até o final de 2026. O parlamentar assumiu o posto logo após receber alta hospitalar de um transplante de medula óssea para o tratamento de um linfoma. Com a sua ida ao Senado, a vaga deixada por ele na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece) continuará sendo ocupada pelo suplente Tony Brito (PSD).
Enquanto a bancada cearense se reorganiza no plano federal, o diretório do Novo no Ceará enfrenta uma crise interna na disputa local. O advogado Pedro Brito (Novo), que havia sido lançado na convenção partidária para substituir Eduardo Girão na corrida pelo Palácio da Abolição, anunciou oficialmente a desistência de sua candidatura ao Governo do Estado também nesta terça-feira.
A retirada do nome de Pedro Brito ocorre apenas uma semana após a sua homologação. O estopim para a crise foram os desentendimentos internos causados pela ausência do advogado no primeiro debate televisivo entre os candidatos ao governo, realizado no último domingo, dia 9.
Pedro Brito alegou motivos de “planejamento estratégico” para faltar ao encontro, o que desagradou profundamente a cúpula da legenda. Com o início oficial da campanha eleitoral marcado para o dia 16 de agosto, o Novo corre contra o tempo. O partido precisa deliberar em comissão se apresentará um nome substituto de última hora ou se deixará o Ceará sem uma candidatura própria para a disputa majoritária estadual.

