Sessão do STF nesta terça-feira decide se abre investigação contra Alexandre de Moraes. Ministro nega favorecimento a Vorcaro e classifica as acusações de “farsa” e “vingança”
O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) realiza uma sessão extraordinária inédita para decidir sobre a abertura de investigação formal contra o ministro Alexandre de Moraes, relacionada a uma suposta proximidade com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Na véspera, Moraes enviou uma manifestação negando favorecimento, classificando o relatório da Polícia Federal como uma “farsa” e atribuindo as acusações a uma “vingança” de aliados de condenados por atos golpistas.
A sessão analisa a validade jurídica de um relatório da PF baseado no celular de Vorcaro. O documento aponta 52 mensagens em blocos de notas enviadas pelo ex-banqueiro a um contato associado a Moraes (sem respostas recuperadas), além de citar contratos de R$ 131 milhões entre o Banco Master e o escritório da esposa do ministro.
O plenário define se o relatório é válido e se há indícios mínimos para inquérito ou arquivamento, sem julgar culpa ou afastamento. Moraes criticou a conduta do ministro André Mendonça na relatoria original e afirmou que o caso é uma retaliação político-eleitoral por sua atuação contra golpistas. Declarou que não há mensagens de sua autoria indicando favorecimento, que a prisão do ex-banqueiro em aeroporto desmente teses de vazamento e que a atuação profissional de sua família ocorreu de forma regular. O trecho central de sua manifestação sobre a tentativa de desestabilização democrática pode ser consultado integralmente na fonte.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou-se pela nulidade do relatório, argumentando vício de competência na atuação de Mendonça. No plenário conduzido por Edson Fachin, há divisões entre os ministros quanto ao prosseguimento da apuração, enquanto os desdobramentos envolvendo André Mendonça foram isolados para julgamento posterior em 23 de setembro.

