Longe da confusão na Globo, Lula desfila propostas no Flow Podcast e tem audiência superior a 1,6 milhão no YouTube

  • 02/10/2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de uma entrevista ao vivo no Flow Podcast na noite desta quinta-feira, dia 1º de outubro. A sabatina ocorreu no mesmo horário em que seria realizado o debate presidencial do primeiro turno na TV Globo, do qual o candidato à reeleição optou por não participar. O debate da Globo acabou cancelado após o STF garantir a participação de Renan Santos (Missão) e Flávio Bolsonaro (PL) desistir da participação.

A entrevista de Lula no Flow alcançou uma audiência simultânea de mais de 1,6 milhão de espectadores. Confira os principais pontos e destaques da participação de Lula:


Críticas aos Debates e Ausência na Globo: Lula justificou sua ausência no confronto da TV Globo criticando a dinâmica dos debates na TV. Segundo ele, o modelo atual impede discussões profundas de propostas e serve apenas para “piadas e pegadinhas” entre os concorrentes.

Preferência pela internet: Em tom descontraído com o apresentador, declarou: “Gosto mais de você do que da Globo”, justificando a estratégia de trocar a TV tradicional pelo ambiente dos podcasts para falar diretamente com o eleitorado na reta final da campanha.


Foco em Flávio Bolsonaro: Sem o confronto direto na televisão, Lula aproveitou o espaço para criticar duramente seu principal oponente nas Eleições 2026, o senador Flávio Bolsonaro (PL). O petista chamou o adversário de “mequetrefe”, afirmando que ele é um candidato “sem passado, sem presente e sem futuro” que “nunca trabalhou” e “não serve nem para síndico de prédio”.


Reajuste do Bolsa Família: O presidente detalhou o reajuste recente de 15,04% no Bolsa Família, implementado em setembro, elevando o valor mínimo para R$ 691 e o benefício médio para R$ 777. Explicou que o aumento foi possível devido a espaço remanescente no Orçamento.

Agenda de Trabalho e Educação: Lula reforçou compromissos para um eventual novo mandato, incluindo a defesa pelo fim da escala de trabalho 6×1, o aumento do poder de compra das famílias e a ampliação de investimentos em educação, ciência e tecnologia.