Prisão domiciliar de Bolsonaro inclui uso obrigatório de tornozeleira, proibição de celulares, redes sociais e restrição severa de visitas
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou a prisão domiciliar humanitária de Jair Bolsonaro, nesta terça-feira, dia 24 de março, mas com várias restrições que devem ser seguidas à risca, sob pena do ex-presidente voltar imediatamente ao regime prisional fechado. A prisão domiciliar terá duração inicial de 90 dias após alta médica. As regras incluem uso obrigatório de tornozeleira, proibição de celulares, redes sociais e restrição severa de visitas (apenas filhos, advogados e médicos).
As principais medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro são: tornozeleira eletrônica com monitoramento em tempo real; proibição de comunicação envolvendo o uso de celulares, telefones ou qualquer meio de comunicação direta ou por terceiros; restrição a utilização de redes sociais com vedações estritas ao uso, incluindo postagem de fotos ou vídeos por intermediários; e visitas limitadas a apenas médicos, advogados e familiares próximos.
Essa medida ocorre no contexto de uma condenação a 27 anos e três meses de prisão por crimes como organização criminosa e tentativa de golpe de Estado, conforme a Ação Penal 2668.

