Após operação da PF, aliados defendem que Jaques Wagner se afaste da liderança do Governo no Senado para se defender

  • 18/06/2026

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira, dia 18 de junho, a 9ª fase da Operação Compliance Zero, que tem como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA), no âmbito do Caso Master, investigação que apura suspeitas de fraudes ligadas ao Banco Master e cumpre mandados na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal. A apuração envolve os vínculos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a suposta participação de Wagner no esquema investigado. 

Diante do desgaste, não está descartado que o senador Jaques Wagner deixe a liderança do governo no Senado para se dedicar à própria defesa após as suspeitas levantadas pela nona fase da Operação Compliance Zero. A iniciativa partiria do próprio senador, que entregaria o cargo com o objetivo de preservar o Palácio do Planalto.

No Palácio do Planalto, a expectativa é que o presidente Lula aceitaria o pedido como uma medida temporária, com a justificativa oficial de que o aliado poderá retornar caso prove sua inocência. Contudo, nos bastidores, a avaliação é de que o afastamento definitivo é o mais provável, uma vez que o presidente busca estancar os danos políticos do escândalo. Caso a renúncia de Wagner aconteça, o nome cotado com maior força nos bastidores é o do senador cearense Camilo Santana (PT).