Lula encerra participação brasileira na Cúpula do G7 na França com recado claro a Trump: “Brasil é soberano e não vamos admitir interferência nas eleições”

  • 18/06/2026

O Brasil encerrou sua participação na cúpula do G7 na França e o presidente Lula manteve um tom de confronto contra Donald Trump após o americano interferir na política brasileira. O brasileiro rechaçou interferências externas, defendeu a soberania nacional e exigiu respeito às eleições brasileiras, rebatendo críticas e tensões comerciais entre as duas nações.

Durante o evento, Lula e Trump não trocaram apertos de mãos ou conversas diretas, mesmo posicionados próximos para a foto oficial. A relação esfriou devido a ameaças de novas tarifas americanas sobre produtos brasileiros e a declaração de Trump de que o Brasil estaria “politicamente perigoso”.

Em entrevista, Lula afirmou que Trump pode ter preferências ideológicas, mas exigiu que ele “não se meta nas eleições do Brasil”. Ele defendeu o sistema de urnas eletrônicas brasileiro, chamando-o de seguro, e sugeriu que os Estados Unidos deveriam aprender com o modelo de votação do país.

O governo brasileiro adotou uma postura independente e alinhada ao “Sul Global”, optando por não assinar a maioria dos documentos propostos pelo G7 por considerá-los excessivamente alinhados às pautas econômicas e de segurança impostas pelos Estados Unidos.