Lula firma parcerias estratégicas com a Coreia do Sul e recebe forte apoio da China frente às pressões do Governo Trump

  • 27/07/2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva consolidou nesta segunda-feira, dia 27 de julho, a guinada do Brasil em direção ao fortalecimento de suas relações econômicas e tecnológicas com o continente asiático. Em um dia de intensa movimentação diplomática em Brasília, o líder brasileiro recebeu o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, no Palácio da Alvorada, poucas horas após selar um posicionamento conjunto de cooperação mútua com o presidente da China, Xi Jinping, por meio de uma histórica ligação telefônica.

Os movimentos ocorrem em um cenário estratégico essencial para o país, que busca diversificar parceiros comerciais no momento em que enfrenta o novo “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

O encontro oficial com o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, marcou um passo decisivo para destravar pautas econômicas que se arrastavam há anos. Os dois mandatários assinaram cinco acordos de cooperação e anunciaram avanços robustos em frentes tecnológicas e comerciais.

Foi oficializada a criação de um grupo especial, coordenado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, para eliminar entraves e acelerar as negociações de livre comércio entre o bloco sul-americano e o país asiático. Lula anunciou que uma missão sanitária sul-coreana inspecionará frigoríficos brasileiros no próximo mês, sinalizando a iminente abertura daquele mercado para a carne bovina in natura do Brasil.

Os presidentes também fecharam parcerias estratégicas para atuar juntos em toda a cadeia de suprimentos de minerais críticos (essenciais para a transição energética) e em setores de alta tecnologia, como inteligência artificial e semicondutores. Durante o pronunciamento, ambos os líderes, que compartilham trajetórias ligadas a movimentos sindicais, também reforçaram o compromisso mútuo em defender a democracia contra ataques de extremistas.

Em paralelo à agenda presencial com Seul, o governo chinês elevou o tom de apoio ao Brasil. Em uma chamada telefônica de mais de uma hora realizada entre Lula e Xi Jinping, o governo de Pequim enviou mensagens claras de solidariedade geopolítica.

Xi Jinping declarou formalmente que a China apoia a preservação da soberania e independência do Brasil, posicionando-se de forma veemente contra qualquer tipo de intervenção ou pressão estrangeira sofrida pelo governo brasileiro. O líder chinês ofereceu expandir os laços de investimento com o mercado nacional.

Ambos os presidentes concordaram em acelerar de forma prioritária as tratativas para um tratado comercial amplo entre a China e o Mercosul. De acordo com informações das agências oficiais, Xi ressaltou que Brasil e China devem atuar como pilares do Sul Global para equilibrar o sistema de governança global e frear o protecionismo econômico das potências ocidentais. Para analistas de política externa, a articulação simultânea do Planalto com a Coreia do Sul e a China constrói uma “blindagem econômica”.

O objetivo do Governo Federal é garantir novos canais de exportação de valor agregado para frear potenciais prejuízos industriais.Com investimentos garantidos no setor aeroespacial, inteligência artificial e transição ecológica, o Brasil reitera que sua independência diplomática será ditada pela multiplicidade de parceiros globais.