Michelle Bolsonaro diz que PL no Ceará “se vendeu” a Ciro Gomes e deputada Dra. Silvana rebate a ex-primeira-dama
A articulação política para a disputa eleitoral no Ceará deflagrou um racha público e profundo dentro do PL. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro recorreu às redes sociais para fazer duras críticas à ala cearense do partido, acusando o diretório de negociar princípios em troca de poder por meio de uma aliança com o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB). A reação foi rebatida de forma incisiva pela deputada estadual Dra. Silvana (PL), que defendeu a legitimidade das decisões regionais da sigla.
O estopim para a nova queixa de Michelle foi uma entrevista recente de Ciro Gomes. Nela, o tucano sinalizou que cogita apoiar nomes como Ronaldo Caiado (PSD) ou Renan Santos (Missão) para o Palácio do Planalto. Embora Ciro seja o candidato ao Palácio da Abolição com o endosso de uma ala majoritária do PL no Ceará — liderada pelo deputado federal André Fernandes —, ele evitou declarar apoio à pré-candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Ao comentar a postura de Ciro, Michelle Bolsonaro criticou o que chamou de “velho toma lá, dá cá”. A ex-primeira-dama relembrou o histórico de ataques do tucano contra Jair Bolsonaro e apontou incoerência na composição partidária. “Eu alertei que esse senhor, cujo partido contribuiu para deixar o meu marido inelegível, não daria o seu apoio. Ainda assim, queria os votos dos bolsonaristas. Infelizmente, a direita do Ceará está vendida”, disparou Michelle.
Diante da repercussão, a deputada estadual Dra. Silvana, líder do PL na Assembleia Legislativa do Ceará, apressou-se em blindar as decisões do comando local. De acordo com a parlamentar, o acordo regional foi chancelado institucionalmente e tem o objetivo de consolidar uma oposição competitiva ao atual governo de Elmano de Freitas (PT) no estado.
Dra. Silvana enfatizou que os rumos adotados pela sigla no Ceará contam com o aval de Flávio Bolsonaro, responsável por dar as diretrizes em nível estadual. A deputada desaprovou a interferência de figuras externas que, segundo ela, não conhecem a fundo as particularidades e a realidade da política cearense. Ela reiterou que a condução do processo permanece sob a liderança firme de André Fernandes.

