Ex-ministros do STF cobram de Edson Fachin apuração rigorosa e imediata sobre crise que envolve membros da Corte
Um grupo expressivo de 13 ex-ministros e ex-presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) assinou um manifesto histórico direcionado ao atual presidente da Corte, Edson Fachin. No documento, os veteranos do Judiciário cobram a convocação urgente de uma sessão pública para que o Plenário determine uma “imediata e rigorosa apuração” dos fatos recentes que abalam o tribunal.
Os signatários classificam o atual cenário de desavenças e vazamentos como a “mais aguda crise” da história do STF. Embora o texto não cite nominalmente os magistrados envolvidos, a manifestação ocorre em meio ao acirramento das tensões institucionais e nos bastidores entre os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. O estopim para a mobilização foi a divulgação de mensagens e informações ligadas a investigações sobre o Banco Master.
Na carta, os ex-ministros manifestam “plena confiança na seriedade, discernimento e firmeza” de Fachin para conduzir o tribunal. Contudo, enfatizam que os fatos de conhecimento público comprometem gravemente o prestígio e a autoridade da Suprema Corte, a confiança do povo brasileiro no Judiciário e a estabilidade das instituições democráticas nacionais.
O grupo defende que a resposta institucional ocorra sob o rito estrito do devido processo legal, mas de forma transparente para prestar contas à sociedade. A lista de apoiadores reúne nomes de grande peso histórico e diferentes gerações do STF, como os ex-ministros Celso de Mello, Rosa Weber, Joaquim Barbosa, Carlos Velloso, Sydney Sanches, Francisco Rezek, Néri da Silveira e Ilmar Galvão.

